Dostoiévski, Freud e a ferida do humano
Ao ler Os Irmãos Karamázov, compreendemos por que Dostoiévski exerceu tamanho impacto sobre Freud. Em 1928, no ensaio “Dostoiévski e o Parricídio”, Freud afirmaria que Os Irmãos…
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Ao ler Os Irmãos Karamázov, compreendemos por que Dostoiévski exerceu tamanho impacto sobre Freud. Em 1928, no ensaio “Dostoiévski e o Parricídio”, Freud afirmaria que Os Irmãos…
Talvez uma das ilusões mais persistentes do nosso tempo seja acreditar que o amor surgiu para preencher vazios. Crescemos ouvindo que existe alguém capaz de nos completar, restaurar…
Vivemos numa época curiosa. Quanto mais acumulamos informações, mais cresce a tentação de acreditar que tudo pode ser explicado, previsto e controlado. Como se a vida pudesse ser…
O corpo nunca foi apenas carne. Desde Sigmund Freud, a psicanálise percebeu que o sujeito escreve no corpo aquilo que muitas vezes não consegue dizer em palavras. O sintoma histérico…
Hoje, Freud nos confronta com uma das perguntas mais delicadas e incômodas da psicanálise: o que acontece psiquicamente quando o sujeito se depara com a diferença? Em “Algumas…
Sigmund Freud nos provoca a reconhecer algo profundamente desconfortável: o sujeito não é senhor de si mesmo. Há pensamentos que surgem sem convite, sintomas que retornam apesar da…
Há algo no luto que frequentemente nos engana. Pensamos que estamos apenas sofrendo, quando, na verdade, estamos sendo atravessados por um processo muito mais complexo: o de reaprender…
Há um momento na história da psicanálise em que não se trata mais apenas de seguir Freud, mas de decidir o que significa, de fato, retornar a ele. O capítulo sobre “Do retorno a Freud…
Há quem imagine o luto como uma linha reta: perdeu, sofreu, superou. Mas a clínica — essa que não se deixa enganar por narrativas fáceis — mostra outra coisa. O luto não é um estado…
A psicanálise nasce de uma aposta ousada: o sujeito sabe mais do que diz — e, sobretudo, mais do que acredita saber. No texto sobre os pressupostos e a técnica da interpretação, vemos…
Há uma leitura comum — e apressada — de que a psicanálise seria pessimista. Como se, no fim, tudo se resumisse a aceitar a dor, reconhecer a falta e seguir em frente com menos ilusão.…
A angústia, para Jacques Lacan, ocupa um lugar radical na experiência do sujeito: ela é o único afeto que não engana. Diferente de outros sentimentos que podem ser mascarados,…