Infância, trauma e constituição do sujeito

Freud e Piaget: entre o inconsciente e a razão

Michel Francisco

Publicado no grupo em , às 07:24

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🧐📄 *Textão de hoje* *Freud e Piaget: entre o inconsciente e a razão* Pensar a infância é também pensar a humanidade. Entre o inconsciente freudiano e a razão piagetiana, o artigo Freud e Piaget: aproximações possíveis mostra que as duas perspectivas não se excluem: elas se completam. Freud insistiu que a criança não é “um adulto em miniatura”, mas um ser atravessado por desejos, afetos e conflitos inconscientes. Piaget, por outro lado, viu a infância como laboratório do pensamento, no qual cada estágio revela novas formas de organizar o real. Entre pulsões e estruturas, o que está em jogo é compreender como nos tornamos sujeitos de linguagem, desejo e conhecimento. De Freud herdamos a ideia de que aprender não é só acumular informações, mas também elaborar dores, fantasias e experiências que nos marcam desde cedo. De Piaget aprendemos que conhecer é agir sobre o mundo, experimentar, errar e reorganizar o pensamento. Juntos, eles lembram que não existe cognição sem afeto, nem subjetividade sem razão. A proposta do artigo é clara: em vez de opor inconsciente e racionalidade, precisamos de uma visão integrada da infância. O educador que ignora o mundo interno da criança pode reforçar traumas; aquele que esquece a importância da construção lógica pode limitar o pensamento. Ao final, a pergunta permanece: será que nossas escolas e nossas práticas educativas conseguem articular essas duas dimensões, o desejo e a razão, ou seguimos insistindo em formar crianças apenas pela metade?

Publicado originalmente no grupo Psicanálise & Curadoria.

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