Teoria e conceitos

As pulsões de destruição ou de morte segundo a teoria psicanalítica

Michel Francisco

Publicado no grupo em , às 07:31

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🧐📄 *textão do dia* As pulsões de destruição ou de morte segundo a teoria psicanalítica O texto Por que as pulsões de destruição ou de morte? apresenta uma reflexão conceitual sobre o papel da pulsão de morte na teoria psicanalítica. O autor parte da clínica e da leitura freudiana para justificar a presença de uma força psíquica que atua contra a coesão e a vida, articulando-a à repetição, à compulsão e à agressividade. Logo no início, o texto afirma que “a pulsão de morte é necessária para compreender o que escapa à lógica do prazer” (p. 1). A ideia de uma pulsão que visa a destruição do próprio sujeito é central para explicar fenômenos clínicos que não se ajustam à economia das pulsões de vida. A compulsão à repetição, destacada em Além do princípio do prazer, é tomada como evidência da atuação da pulsão de morte. “Freud observou que alguns comportamentos se repetem não para obter prazer, mas para reafirmar uma perda, uma falha ou uma dor” (p. 2). A repetição cega é entendida como marca da insistência de um gozo que excede o princípio do prazer. O texto ressalta que a pulsão de morte não se manifesta isoladamente, mas sempre em articulação com as pulsões de vida. “Freud insiste que há uma mistura constante entre Eros e Thanatos” (p. 3). A destruição aparece como parte da constituição psíquica e da própria possibilidade de transformação. A agressividade é apresentada como uma das expressões mais visíveis da pulsão de morte. “A hostilidade contra o outro frequentemente encobre um movimento mais primitivo de autodestruição” (p. 4). A destrutividade pode ser dirigida para fora ou para dentro, assumindo formas variadas na psicopatologia. Ao discutir o sadismo e o masoquismo, o autor observa que a pulsão de morte pode encontrar formas eróticas de expressão. “O gozo do sofrimento, tanto do outro quanto de si mesmo, é uma maneira de conciliar Eros e Thanatos” (p. 5). Essa articulação evidencia a complexidade da economia libidinal. No plano clínico, o texto aponta que o reconhecimento da pulsão de morte é essencial para compreender os impasses do tratamento. “A resistência, o acting-out e as compulsões podem expressar o desejo de anular o próprio sujeito” (p. 6). O trabalho analítico exige uma escuta que não recuse a destrutividade como parte da estrutura. Por fim, o texto conclui que a pulsão de morte não é um erro da teoria, mas uma hipótese necessária para dar conta da negatividade radical do inconsciente. “Sem admitir a pulsão de morte, a psicanálise perderia a capacidade de pensar o que há de mais sombrio na condição humana” (p. 7). A elaboração dessa hipótese permite sustentar uma clínica que não idealiza o sujeito nem recusa sua dimensão trágica. --- Referência: POR QUE as pulsões de destruição ou de morte?. In: Boletim Percurso. São Paulo: Percurso – Revista de Psicanálise do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, s.d., p. 1–7.

Publicado originalmente no grupo Psicanálise & Curadoria.

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Autores citados

Sigmund Freud