Clínica e técnica psicanalítica

A Histeria

Michel Francisco

Publicado no grupo em , às 07:00

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🧐📄 *Textao de Hoje* *A Histeria* “A histeria é o coração da psicanálise, pois é nela que o corpo fala aquilo que a consciência silencia.” — Nasio J.-D. Nasio nos convida a olhar a histeria não como uma doença antiga, mas como uma maneira de existir, um modo de o sujeito buscar amor e reconhecimento através do corpo e da palavra. A histérica não finge: ela encena o inconsciente. Sua dor é real, mas dramatizada — é o inconsciente que fala, que pede escuta, que transforma o sofrimento em linguagem. Freud escutou as primeiras histéricas e fundou, ali, a psicanálise. Nasio retoma essa origem para mostrar que todo processo analítico é, de certo modo, uma nova histeria criada na transferência: o analista se torna o espelho do desejo não dito, o Outro a quem o sujeito pede — “me diga quem sou”. A histeria, portanto, não é apenas um sintoma, mas uma forma poética de dizer o indizível. Ela nos ensina que, por trás da queixa, há sempre um amor em falta, e que o corpo, quando fala, o faz em nome do desejo.

Publicado originalmente no grupo Psicanálise & Curadoria.

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